Qual a diferença entre óleo vegetal e essencial?

Quando me fiz essa pergunta pela primeira vez, estava participando da oficina de cosméticos naturais realizada pelo Canto da Horta durante a Virada Sustentável, que aconteceu de 5 a 9 de junho, em São Paulo.

A arte-educadora ambiental Andréia Pimentel foi clara: os óleos essências são extraídos de folhas (como hortelã-pimenta), raízes (gengibre), flores (lavanda), caules (cedro) e frutos (bergamota). Já os vegetais são gorduras extraídas, principalmente, das sementes de plantas e frutas.

O que possuem em comum? Ambos são matérias-primas super importantes para os cuidados com o corpo, a saúde e a alimentação, sendo geralmente componentes de ação terapêutica das plantas medicinais. Tanto os vegetais, quanto os essenciais, possuem cores suaves e transparentes. E a validade da maioria dos óleos é de 2 anos. Melhor que isso? São naturais…

É importante saber sobre os óleos vegetais:

Não evaporam, não são solúveis em álcool, podem ser ingeridos (com algumas exceções), raramente provocam alergias, penetram rapidamente na pele e deslizam sobre ela. Seu aroma é suave.

Também são muito importantes na nossa alimentação diária, pois são ricos em diversos nutrientes, como vitamina E e ômega-3. Os benefícios da ingestão desses óleos são muitos, vai desde ajudar na redução do colesterol ruim (LDL), até aumentar o sistema imunológico, prevenindo e agindo, contra as bactérias e fungos. A utilização de óleos vegetais em substituição aos de origem mineral é ecologicamente correto, pois os princípios ativos dos óleos vegetais são extraídos de fontes naturais e renováveis.

É importante saber sobre os óleos essenciais:

Evaporam, são solúveis em álcool, não devem ser ingeridos. Os óleos essenciais são predominantemente aplicados no exterior do corpo. Mas se aplicados puro sobre a pele, podem causar irritações, sendo assim necessário diluí-lo antes. Seu aroma é bem forte, por isso são conhecidos como óleos aromáticos e usados em aromoterapia para tratar doenças físicas e emocionais.

Na hora de comprar um óleo essencial, confira no rótulo as seguintes informações: nome científico, país de origem, composição química  e registro na ANVISA. Desta forma, você evita comprar por engano essências sintéticas, que não possuem propriedades medicinais. Essas essências são de baixo custo e seu aroma não permanece mais do que poucas horas na pele. Já os óleos essenciais são caros, porque são muito concentrados. Para produzir, por exemplo, um frasco de 10 ml de óleo essencial de Lavanda é necessário de 10 Kg a 15 kg de flores.

Dois exemplos…

Óleo de semente de uva: óleo vegetal considerado de altíssima qualidade e economicamente vantajoso, chega a substituir o tradicional óleo de amêndoas doces. Tem grande poder antioxidante graças à vitamina E existente em sua composição. É utilizado no combate e prevenção a estrias e rugas, podendo ser aplicado diretamente sobre a pele. Na face, basta aplicar algumas gotinhas sobre o dedo e massagear .

Folhas de eucalipto

Óleo essencial de Eucalipto: paz e renovação energética. Calmante, é indicado para pessoas que estão com sentimento de culpa, peso ou com obrigações. Auxilia também nos problemas respiratórios, ajudando a combater a sinusite, bronquite, tosse e rinite. Para fazer inalação (e na compressa), bastam 5 a 15 gotas por litro d’água. Quando diluído em algum óleo vegetal (pode-se misturar, por exemplo, 20ml de óleo de uva com 8 gotas de óleo essencial de eucalipto), pode ser usados em massagens, principalmente na região das costas e peitoral – o aroma forte relaxa o peito e pode aliviar a congestão. Útil também como repelente de insetos. 

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